sábado, novembro 09, 2013

Porque se você ri das minhas piadas, você é a única que faz isso

e os cavalos vêm chegando e os artistas também. “quebre a perna”, “merda” e toda essa sinceridade mútua que cerca os espetáculos. é pau, é pedra, é vício de linguagem. é explosão que causa angústia.
e nada consegue ser mais clichê que um português sendo dono de uma padaria. venho aqui pedir por toda a comunidade dos casos perdidos que venda o estabelecimento e compre um lava jato, um cyborg ou uma loja de tecidos. algo que evite o imenso clichê da sua existência, senhor padeiro português que é resumido só a isso.
e eu nunca tive um pai que me levasse pra jantar reclamando do sistema ou me ensinasse que é nojento beber na boca da lata de cerveja porque você não sabe por onde ela esteve, mas senta em qualquer banco de praça velho que não sabe quem sentou. e vou usar isso como desculpa parar todas as minhas catarses elementares e superficiais que puder. “pra ajudar teu analista”, o meu vai muito bem, obrigada.
você não é nada que eu não possa ser.
e tem suas razões pra isso.
e to tentando calar o mundo com a ponta dos dedos e espero que tudo bem isso pra você, porque nada demais em se querer um pouco de silêncio pra pensar. pensa só e resta o pó.

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